23 mar
Espuma de sapo transforma energia solar em biocombustíveis e alimentos
Redação do Site Inovação Tecnológica – 22/03/2010

Cientistas inspiraram-se em uma rãzinha para criar uma espuma que capta energia, pode produzir biocombustíveis ou alimentos, e ainda remove o excesso de dióxido de carbono do ar. [Imagem: Megan Gundrum
Fotossíntese artificial
A pesquisa é mais uma em uma lista cada vez maior do campo chamado fotossíntese artificial, na qual os cientistas estão tentando imitar a forma como as plantas captam a luz solar para produzir sua própria energia.
Na fotossíntese natural, as plantas absorvem a energia do Sol e o dióxido de carbono da atmosfera, e os convertem em oxigênio e em açúcares. O oxigênio é liberado para o ar e os açúcares são usados como fonte de energia que mantém a planta viva.
Os cientistas, por sua vez, estão encontrando formas de aproveitar a energia do sol e o carbono do ar para criar novas formas de biocombustíveis, que poderão alimentar nossos automóveis.
Espuma de sapo
O trabalho resultou na fabricação de um material fotossintético artificial que utiliza enzimas de plantas, bactérias e fungos, tudo acomodado no interior de um invólucro de espuma. Exposta à luz do Sol e ao carbono da atmosfera, a espuma gera açúcares.
A espuma é uma escolha natural: além de concentrar os reagentes, o material poroso permite uma boa penetração do ar e da luz solar.
O projeto da espuma baseou-se nos ninhos de uma pequena rãzinha tropical (Physalaemus pustulosus), que cria espumas para seus girinos que apresentam uma durabilidade incrivelmente longa. Uma proteína produzida pela rã, a Ranaspumina-2, foi utilizada como base da espuma artificial.
Melhor do que plantas e algas
“A vantagem do nosso sistema, em comparação com as plantas e as algas, é que toda a energia solar captada é convertida em açúcares livres, enquanto esses organismos precisam desviar uma grande quantidade de energia para outras funções, para manter sua vida e se reproduzir,” diz o Dr. David Wendell, que coordenou a pesquisa, referindo-se à energia líquida disponível que pode ser aproveitada a partir das plantas já crescidas para sua posterior transformação em biocombustíveis.
“Nossa espuma também não precisa do solo, não afetando a produção de alimentos, e pode ser utilizada em ambientes com alta concentração de dióxido de carbono, como nas chaminés das centrais elétricas a carvão,” diz ele, ressaltando que dióxido de carbono em excesso paralisa a fotossíntese natural.
Biocombustível ou alimento
O produto da “espuma fotossintética”, os açúcares, pode ser utilizado como insumo para uma grande variedade de produtos, incluindo o etanol e outros biocombustíveis. Mas nada impede que o material seja utilizado também para produzir alimentos.
“Esta nova tecnologia cria uma forma econômica de utilizar a fisiologia dos sistemas vivos, criando uma nova geração de materiais funcionais que incorporam intrinsecamente processos de vida em sua estrutura”, diz Dean Montemagno, coautor da pesquisa, acrescentando que o novo processo iguala ou supera outras técnicas de produção biossolar.
Larga escala
O próximo passo da equipe será tornar a tecnologia adequada para aplicações em grande escala, como a captura de carbono nas usinas a carvão.
“Isto envolve o desenvolvimento de uma estratégia para extrair a cobertura de lipídios das algas (usada para o biodiesel) e os conteúdos citoplasmáticos, e reutilizar essas proteínas na espuma”, afirma Wendell. “Estamos também estudando outras moléculas de carbono mais curtas que podemos produzir alterando o coquetel de enzimas na espuma.”
Artificial Photosynthesis in Ranaspumin-2 Based Foam
David Wendell, Jacob Todd, Dean Carlo Montemagno
Nano Letters
March 5, 2010
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nl100550k
26 fev
Navio movido a energia solar vai dar volta ao mundo
Redação do Site Inovação Tecnológica – 25/02/2010

O PlanetSolar é um catamarã que deve navegar utilizando unicamente a energia solar. [Imagem: PlanetSolar
O navio foi apresentado nesta quinta-feira (25) em Kiel, na Alemanha. Sua estreia no mar será em uma viagem pela Europa este ano. A volta completa ao mundo deverá ser feita em 2011.
Navio solar
O PlanetSolar é um catamarã que deve navegar utilizando unicamente a energia solar. Partes móveis do casco conseguem expor até 500 metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos, que deverão gerar 103 kW de energia.
O navio solar tem 31 metros de comprimento e 15 metros de largura quando ancorado. Quando em mar aberto, com seus “flaps” abertos – responsáveis pela ampliação da área de painéis solares – essas dimensões chegam a 35 metros de comprimento e 23 metros de largura.
Autonomia indefinida
A velocidade máxima do PlanetSolar é de 25 km/h (14 nós), mas a velocidade de cruzeiro será de 15 km/h (8 nós). Os motores elétricos do navio solar consomem 20 kW, o equivalente a 26,8 HP.
A navegação é feita por apenas 2 tripulantes, embora a empresa afirme ser possível colocar até 200 pessoas a bordo do navio. A autonomia é indefinida – o PlanetSolar navega enquanto houver sol.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=navio-movido-energia-solar-vai-dar-volta-mundo&id=020170100225&ebol=sim
23 fev
Fotossíntese artificial gera hidrogênio para células a combustível
Redação do Site Inovação Tecnológica – 18/02/2010
Fontes de energia do futuro
Células de combustível alimentadas por hidrogênio e energia solar são as duas maiores esperanças para as fontes de energia do futuro, que sejam mais amigáveis ambientalmente e, sobretudo, sustentáveis.
A combinação das duas então, é considerada como particularmente limpa: produzir hidrogênio para alimentar as células a combustível quebrando moléculas de água com a luz solar seria de fato o melhor dos mundos.
Esta é a chamada fotossíntese artificial, que vem sendo alvo de pesquisas de vários grupos de cientistas ao redor do mundo, com diferentes abordagens.
Eletrodo fotocatalítico
Agora, uma equipe liderada por Thomas Nann e Christopher Pickett, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, criou um fotoeletrodo eficiente e robusto e que pode ser fabricado com materiais comuns, de baixo custo.
O novo sistema consiste de um eletrodo de ouro que é recoberto com camadas formadas por nanopartículas de fosfeto de índio (InP). A seguir, os pesquisadores adicionaram um composto de ferro-enxofre [Fe2S2(CO)6] sobre as camadas.
Quando submerso em água e iluminado com a luz do Sol, sob uma corrente elétrica relativamente fraca, este sistema fotoeletrocatalítico produz hidrogênio com uma eficiência de 60%.
“Esta eficiência relativamente elevada é um avanço”, diz Nann.
Fotossíntese artificial
Que o sistema funciona os pesquisadores já comprovaram. Mas como ele funciona? Entender os mecanismos da reação é essencial para aprimorá-lo e levá-lo até aplicações práticas.
Os pesquisadores teorizam o seguinte mecanismo para a reação: as partículas de luz são absorvidas pelo nanocristais de InP, excitando os elétrons em seu interior. Nesse estado excitado, os elétrons podem ser transferidos para o composto de ferro-enxofre.
Em uma reação catalítica, o composto de ferro-enxofre então transfere seus elétrons para os íons hidrogênio (H+) na água em volta, que são então liberados sob a forma de moléculas de hidrogênio (H2). O eletrodo de ouro fornece os elétrons necessários para repovoar os nanocristais de InP.
Hidrogênio industrial
Em contraste com os processos de fotossíntese artificial já divulgados até agora, o novo sistema funciona sem moléculas orgânicas. Estas moléculas precisam ser convertidas para um estado excitado para que possam reagir, o que faz com que se degradem ao longo do tempo.
Este problema limita o tempo de vida de sistemas de fotossíntese artificial com componentes orgânicos.
O novo sistema agora descoberto é puramente inorgânico e tem, portanto, uma vida útil muito maior.
“Nosso novo sistema de eletrodo fotocatalítico é robusto, eficiente, barato e livre de metais pesados tóxicos,” afirma Nann. “Ele pode ser uma alternativa altamente promissora para a produção de hidrogênio industrial.”
Embora sejam promissoras, o hidrogênio para as células a combustível atuais é fabricado a partir do gás natural, um “primo” do petróleo.
Water Splitting by Visible Light: A Nanophotocathode for Hydrogen Production
Thomas Nann, Saad K. Ibrahim, Pei-Meng Woi, Shu Xu, Jan Ziegler, Christopher J. Pickett
Angewandte Chemie International Edition
5 Feb 2010
Vol.: Early View
DOI: 10.1002/anie.200906262
19 fev
Petrobras avalia entrar na ETH-Brenco
Estatal estuda crescer na área de etanol por meio de uma parceria com o grupo Odebrecht também na área de bioenergia
Petrobras quer investir no setor de bioenergia para evitar desabastecimento de etanol
Por Thiago Bronzatto | 18.02.2010 | 12h41
Esse débito exorbitante é consequência de dois fatores: a Brenco não é uma empresa operacional – ou seja, não é geradora de caixa – e os seus investimentos em usinas, subsidiados por capital estrangeiro e por empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), não foram suficientes para que a empresa escapasse ilesa do período de crise de crédito no setor.
Debilitada financeiramente, a Brenco foi engolida pela ETH numa fusão em que a Odebrecht, será sócia majoritária com 65% das ações. Nesse caso, o aporte de capital da Petrobras no negócio seria oportuno para a Odebrecht. reduzir o valor da dívida da companhia recém-nascida e, assim, tentar cumprir a sua meta de se tornar a maior produtora de etanol do mundo até 2012.
Sabendo que o segmento de energia renovável tem passado por um processo intenso de internacionalização, a Petrobras quer garantir a sua parcela de participação no mercado doméstico para frear a expansão de investimentos estrangeiros no etanol brasileiro. Desde o ano passado, a americana Bunge incorporou o Grupo Moema, a francesa Louis Dreyfus adquiriu a Santelisa Vale e a anglo-holandesa Shell propôs a criação de uma joint venture com a Cosan.
“Todo mundo sabe que a Petrobras, ficou mordida com a entrada da Shell, no ramo de biocombustível”, afirma Reichstul. “A estatal não assistirá a consolidação desse setor passivelmente”, completa. Para a Petrobras, estar bem posicionada nesse setor é uma forma de conter o avanço estrangeiro no mercado local e também de se preparar para o possível crescimento do mercado global de etanol. Por isso, a ETH-Brenco acabou se tornando uma peça estratégica.
O surgimento de uma nova companhia produtora de bioenergia veio num momento importante para a estatal, que pretende ampliar a sua carteira de operações em etanol. Desde o ano passado, já está aprovado um orçamento de quase 5 bilhões de reais de investimentos no ramo de produção de energia renovável. O objetivo declarado da Petrobras. é dominar 30% da produção nacional de biocombustível, para evitar problemas como os que têm ocorrido com o desabastecimento devido à quebra da safra de cana-de-açúcar provocada pelo excesso de chuva.
A Petrobras Biocombustível, subsidiária da estatal, nega o processo de negociação com o grupo Odebrecht. Mas a primeira investida da petrolífera no segmento – a compra de 40,4% das ações da usina mineira Total Agroindústria Canavieira no fim do ano passado – mostra o interesse da companhia em estender a sua participação na produção de etanol. Segundo fontes ligadas ao governo, há mais cinco projetos de fusão no setor sucroalcooleiro sendo avaliados pela estatal.
Mas o fator determinante da participação da estatal na ETH-Brenco é o vínculo antigo estabelecido com a Odebrecht. É provável que seja replicado o mesmo modelo de negócio utilizado na aquisição da petrolífera Quattor no começo deste ano. Nessa transação, a Petrobrás ficou com 49% das ações da Quattor, enquanto a Braskem, do grupo Odebrecht, abocanhou 51% da fatia total do bolo.
Dessa mesma forma, a estatal brasileira pretende articular a sua participação ativa na ETH-Brenco, mas sem se tornar sócia majoritária. Se seguir a mesma lógica da Braskem-Quattor, em que durante meses ouviram-se especulações de “agora essa operação sai”, o mercado deverá se preparar para um longo filme de romance, em que o casamento entre ETH e Petrobras, segundo a metáfora de Grubisich, ficará para as cenas finais.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br/negocios/petrobras-avalia-entrar-eth-brenco-534172.html?page=1
19 fev
British Airways construirá primeira fábrica de biocombustível para aeronaves no mundo
A British Airways anunciou planos para a construção até 2014 em Londres da primeira fábrica para produção de biocombustível para aeronaves do mundo.
A matéria prima serão as 500 mil toneladas de lixo produzidos anualmente da cidade, que devem ser convertidas em 16 milhões de galões de biocombustível, o suficiente para abastecer toda a frota da British que atualmente pousa no aeroporto de Heathrow.
O combustível será produzido através da alimentação de resíduos urbanos, como restos de alimentos, em um gasificador de alta temperatura e posteriormente por um processo chamado Fischer Tropsch, que converte os gases em biocombustível.
Cerca de 1,2 mil postos de trabalho no setor de energias limpas devem ser gerados com a construção da usina.
A meta da empresa é reduzir as emissões líquidas de carbono em 50% até 2050, segundo o chefe executivo Willie Walsh.
18 fev
PNUD premiará projetos socioambientais
Prêmio Equatorial, que está na quinta edição, vai destacar iniciativas comunitárias que usam a preservação ambiental para gerar renda
Nova York, 10/02/2010
da PrimaPagina
Uma premiação do PNUD que prestigia projetos comunitários que combinem geração de renda com preservação ambiental está com as inscrições abertas até 28 de fevereiro o Prêmio Equatorial 2010 2010 concederá US$ 5 mil a 20 finalistas e US$ 20 mil aos cinco vencedores — um de cada região em desenvolvimento (África, Ásia e Pacífico e América Latina e Caribe), um para uso da cultura tradicional de indígenas e um relacionado a adaptação às mudanças climáticas.
As inscrições não precisam ser feitas por responsáveis pelos projetos — qualquer pessoa pode indicar um programa que se encaixe no perfil exigido pelos organizadores. Esta é a quinta edição da iniciativa, promovida de dois em dois anos. Oito projetos brasileiros já chegaram às finais, e dois foram vendedores: a Associação Vida Verde de Amazônia e Mamirauá.
São seis os critérios principais usados para selecionar os vencedores: impacto (redução efetiva da pobreza por meio da conservação da biodiversidade), parcerias (interligação entre o projeto comunitário e outros setores), sustentabilidade (é preciso comprovar que houve pelo menos três anos de ações bem-sucedidas), inovação e capacidade de ser adaptado a outros contextos, liderança e empoderamento (participação decisiva dos moradores no projeto, especialmente dos grupos marginalizados) e igualdade entre os sexos e inclusão social.
A ideia do Prêmio Equatorial é que pequenas iniciativas comunitárias de sucesso, se difundidas, podem resultar numa contribuição importante para o mundo cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015, incluindo áreas como renda, educação, saúde e meio ambiente). Por isso, todos os indicados ao prêmio aderem a uma rede mundial de melhores práticas em biodiversidade, para que suas experiências sejam disseminadas e compartilhadas.
Fonte: http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3410&lay=mam






