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Empresas terão apoio contra gás poluente

Brasília, 08/02/2010
 

Pequenos e médios fabricantes serão incentivados a trocar HCFC por alternativa que não afete camada de ozônio nem agrave aquecimento

DANIELLE BRANT
da PrimaPagina

 

As pequenas e médias empresas brasileiras terão consultoria para eliminar de seu processo produtivo os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs). Usados por fabricantes de espumas, de solventes, aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e extintores de incêndio, esses gases destroem a camada de ozônio da Terra e agravam as mudanças climáticas. Desde o final da década de 80, período em que têm substituído os clorofluorcarbonos (CFCs), seu uso aumentou sete vezes no Brasil, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.

O apoio será dado por meio de um programa do Ministério do Meio Ambiente e do PNUD. Como se trata de um amplo espectro de empresas, está sendo feita uma série de reuniões com entidades do setor, como a Associação Brasileira da Indústria Química e a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, para que elas transmitam a seus associados as linhas gerais dos projetos serão desenvolvidos.

Um destes encontros acontece nesta segunda-feira (8), em São Paulo, e explicará a empresas de sistema e distribuidores — que fabricam produtos de poliuretanos e fornecem para pequenas e médias empresas — como serão constituídos os chamados “projetos guarda-chuva”, como explica Ruy de Goes, oficial de projetos do PNUD no Brasil.

O nome “projetos guarda-chuva” remete a uma célula-mãe com várias células-filhas sobre sua proteção, e é mais ou menos assim que vai funcionar este esquema. Nele, as casas de sistema e distribuidores vão agrupar clientes, e será elaborado um único projeto de conversão para atender estas firmas menores.

“A reunião será para tentar engajar as casas de sistema e distribuidores no processo de incentivar clientes a responder, até o fim de março, aos questionários sobre quanto HFCFs utilizam na produção de equipamentos, entre outros dados”, afirma Goes. A ideia é fazer um levantamento de quantas empresas seriam atendidas e da quantidade de gás consumido.

As informações serão, então, remetidas ao grupo que coordena o Protocolo de Montreal, assinado em 1987 com a meta de controlar as emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio. O resultado consolidado deve sair até o segundo semestre.

Para as grandes indústrias serão realizados projetos individuais. Cada programa, tanto para empresas de menor quanto para as de maior porte, deverá ter um consultor do PNUD para acompanhar a conversão. “Sempre que possível tentaremos colocar um consultor para cada empresa, para acompanhar caso a caso. E todo o processo, desde a inscrição até a conversão, é gratuito”, destaca Goes.

Os projetos serão financiados com o dinheiro proveniente de um fundo multilateral do Protocolo de Montreal, que reúne os recursos fornecidos pelos maiores emissores mundiais de gases que degradam a camada de ozônio. O dinheiro será destinado à compra de máquinas novas que não utilizem hidroclorofluorcarbonos na produção, em troca da destruição do equipamento antigo.

“A intenção é trocar os HCFCs por hidrocarbonetos, que não destroem a camada de ozônio nem aumentam o aquecimento global”, explica o oficial de projetos do PNUD. Mas isso, ressalta, vai exigir a adoção de medidas de segurança, por se tratar de um gás inflamável.

Ainda falta definir como será feito o repasse, a relação dólares-quilo de hidroclorofluorcarbonos eliminado, a data de corte das empresas (firmas fundadas a partir de que ano poderão participar), entre outras coisas, diz Ruy de Goes.

 Fonte: http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3407&lay=mam

Saiba mais sobre o projeto Fortalecimento Institucional para a Eliminação das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio sob o Protocolo de Montreal, apoiado pelo PNUD.

Leia mais

Projeto do PNUD ajuda Brasil contra CFC

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Esgoto substitui adubo e aumenta produção de madeira de eucaliptos

Felipe Maeda Camargo – Agência USP – 01/02/2010 .

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O lodo de esgoto, em uma dose de 7,7 toneladas por hectare, aumenta em 8% o volume de madeira com casca no cultivo de eucalipto em relação ao uso somente de adubos minerais.

Esse foi um dos principais resultados que a engenheira agrônoma Lúcia Pittol Firme constatou em sua tese de doutorado, que faz parte de um experimento realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Menos adubos por hectare

No tratamento com adubo mineral de modo convencional, com aplicação de 84 quilos (kg) por hectare de fósforo e 142 kg por hectare de nitrogênio, o volume de madeira obtido foi de 150 metros cúbicos (m³) por hectare.

Já com a aplicação de 7,7 toneladas por hectare de lodo e 28 kg por hectare de fósforo, sem adição de nitrogênio, foi estimado um volume de madeira de 162 m³ por hectare.

Além de aumentar a produtividade, a aplicação de lodo nessa dose permite reduzir o uso de adubos de nitrogênio e fosfato em, respectivamente, 100% e 66%.

Minerais nas plantas

Além disso, se observou que, conforme se aumentava a dose de lodo, também crescia a quantidade de minerais, como ferro, cobre, zinco e magnésio. A quantidade desses elementos aumentava tanto no solo como na biomassa total da planta, que é composta por lenha, folha, casco e galho.

Apesar disso, Lúcia afirma que o lodo não possui todos os minerais necessários para a adubação. Por exemplo, no experimento, devido ao baixo teor de potássio no lodo, foi aplicado 175 kg por hectare desse mineral. Em compensação, a pesquisadora diz que o lodo não causou a contaminação do sistema solo-planta.

Adubo de lodo

Com parceria da Suzano Papel e Celulose, empresa de base florestal, o experimento foi conduzido em área comercial da empresa, em Itatinga (SP). Para verificar os efeitos do lodo de esgoto, Lúcia preparou quatro doses diferentes para lodo, quatro para nitrogênio e quatro para fósforo. “Primeiro aplicamos o lodo sozinho. Depois, para cada tratamento foi aplicada uma quantidade de fosfato e nitrogênio”, explica Lúcia.

Da combinação das doses de cada um desses componentes do experimento, se obteve 64 tratamentos. Houve ainda uma repetição da aplicação das combinações para verificação dos dados, somando 128 tratamentos.

Feitas as aplicações das doses, após 43 meses do plantio, Lúcia coletou os dados. No final, se chegou à quantidade de 7,7 toneladas por hectare como dose ideal do lodo.

Segundo Lúcia, foi estabelecida essa quantidade não somente pela produtividade, mas também porque é a dose que contém a quantidade limite de nitrogênio (de 142 kg por hectare), de acordo com o critério estabelecido pela resolução 375 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) do Ministério do Meio Ambiente.

Vantagens e desvantagens

Lúcia lista alguns benefícios da aplicação de lodo de esgoto. Ela destaca o aumento na produtividade e diminuição dos custos, visto que a utilização do lodo não é cara e, com ele, se usa menos adubos minerais, que têm um preço elevado.

Porém, dependendo da origem do lodo, ele pode conter metais pesados, resíduos orgânicos tóxicos e outros componentes danosos à produção agrícola e à saúde humana.

No caso do experimento, foi utilizado lodo de esgoto da Estação de Tratamento de Jundiaí (SP). O professor acredita que a utilização do lodo como adubo depende do município de origem e, principalmente, do tratamento que teve: “Com tratamento adequado, (o lodo) poderá ter um aproveitamento na agricultura”.

 http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=esgoto-substitui-adubo-aumenta-producao-madeira-eucaliptos&id=010125100201&ebol=sim