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Petrobras avalia entrar na ETH-Brenco

Estatal estuda crescer na área de etanol por meio de uma parceria com o grupo Odebrecht também na área de bioenergia

Petrobras quer investir no setor de bioenergia para evitar desabastecimento de etanol

Por Thiago Bronzatto | 18.02.2010 | 12h41

SÃO PAULO – O anúncio da fusão dos ativos da ETH Bioenergia com a Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), anunciada nesta quinta-feira (18/02), prenuncia a consolidação do setor sucroalcooleiro esperada para este ano. Segundo apurou EXAME com fontes ligadas ao ramo petroquímico, a Petrobras estaria interessada em deter uma participação na nova ETH, empresa avaliada em 7 bilhões de reais. Desde o ano passado, executivos da estatal brasileira e do grupo Odebrecht têm discutido a melhor maneira de viabilizar essa parceria, que pode fortalecer a posição da ETH-Brenco de líder mundial em produção de energia renovável. “Somos uma noiva muito linda e queremos ser cotejada pelas maiores empresas petrolíferas. Sem dúvida, a Petrobras, seria um excelente pretendente. Mas, ainda não há acordos formais”, afirmou a EXAME José Carlos Grubisich, presidente da nova ETH.
A participação da Petrobras. na fusão não seria apenas essencial para explorar o potencial da produção de etanol no Brasil, mas também para sanar o déficit no caixa da nova companhia. A ETH-Brenco nasce com uma relação dívida líquida/EBITDA (geração de caixa operacional) próximo de 30 vezes. Em geral, o mercado acredita que a proporção saudável seria de até 3 vezes o Ebitda. “Estamos em período de investimentos em construção de usinas. Por isso esse valor é alto”, disse a EXAME Philippe Reichstul, presidente da Brenco.

Esse débito exorbitante é consequência de dois fatores: a Brenco não é uma empresa operacional – ou seja, não é geradora de caixa – e os seus investimentos em usinas, subsidiados por capital estrangeiro e por empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), não foram suficientes para que a empresa escapasse ilesa do período de crise de crédito no setor.

Debilitada financeiramente, a Brenco foi engolida pela ETH numa fusão em que a Odebrecht, será sócia majoritária com 65% das ações. Nesse caso, o aporte de capital da Petrobras no negócio seria oportuno para a Odebrecht. reduzir o valor da dívida da companhia recém-nascida e, assim, tentar cumprir a sua meta de se tornar a maior produtora de etanol do mundo até 2012.

Sabendo que o segmento de energia renovável tem passado por um processo intenso de internacionalização, a Petrobras quer garantir a sua parcela de participação no mercado doméstico para frear a expansão de investimentos estrangeiros no etanol brasileiro. Desde o ano passado, a americana Bunge incorporou o Grupo Moema, a francesa Louis Dreyfus adquiriu a Santelisa Vale e a anglo-holandesa Shell propôs a criação de uma joint venture com a Cosan.

“Todo mundo sabe que a Petrobras, ficou mordida com a entrada da Shell, no ramo de biocombustível”, afirma Reichstul. “A estatal não assistirá a consolidação desse setor passivelmente”, completa. Para a Petrobras, estar bem posicionada nesse setor é uma forma de conter o avanço estrangeiro no mercado local e também de se preparar para o possível crescimento do mercado global de etanol. Por isso, a ETH-Brenco acabou se tornando uma peça estratégica.

O surgimento de uma nova companhia produtora de bioenergia veio num momento importante para a estatal, que pretende ampliar a sua carteira de operações em etanol. Desde o ano passado, já está aprovado um orçamento de quase 5 bilhões de reais de investimentos no ramo de produção de energia renovável. O objetivo declarado da Petrobras. é dominar 30% da produção nacional de biocombustível, para evitar problemas como os que têm ocorrido com o desabastecimento devido à quebra da safra de cana-de-açúcar provocada pelo excesso de chuva.

A Petrobras Biocombustível, subsidiária da estatal, nega o processo de negociação com o grupo Odebrecht. Mas a primeira investida da petrolífera no segmento – a compra de 40,4% das ações da usina mineira Total Agroindústria Canavieira no fim do ano passado – mostra o interesse da companhia em estender a sua participação na produção de etanol. Segundo fontes ligadas ao governo, há mais cinco projetos de fusão no setor sucroalcooleiro sendo avaliados pela estatal.

Mas o fator determinante da participação da estatal na ETH-Brenco é o vínculo antigo estabelecido com a Odebrecht. É provável que seja replicado o mesmo modelo de negócio utilizado na aquisição da petrolífera Quattor no começo deste ano. Nessa transação, a Petrobrás ficou com 49% das ações da Quattor, enquanto a Braskem, do grupo Odebrecht, abocanhou 51% da fatia total do bolo.

Dessa mesma forma, a estatal brasileira pretende articular a sua participação ativa na ETH-Brenco, mas sem se tornar sócia majoritária. Se seguir a mesma lógica da Braskem-Quattor, em que durante meses ouviram-se especulações de “agora essa operação sai”, o mercado deverá se preparar para um longo filme de romance, em que o casamento entre ETH e Petrobras, segundo a metáfora de Grubisich, ficará para as cenas finais.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/negocios/petrobras-avalia-entrar-eth-brenco-534172.html?page=1

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Etanol pode crescer nos EUA apesar de tarifas, diz Clinton

CLINTON
Em visita ao Brasil, ex-presidente dos Estados Unidos fala sobre biocombustíveis

As tarifas de importação podem deixar de ser um empecilho para a entrada do etanol brasileiro nos Estados Unidos, caso o governo americano acelere as restrições à emissão de gases causadores do efeito estufa nos próximos anos, disse o ex-presidente do país, Bill Clinton, em palestra em São Paulo. Para ele, mesmo que as tarifas se mantenham no patamar atual estados como a Califórnia podem se ver obrigados a importar o combustível se quiserem alcançar as metas de diminuição do impacto sobre o aquecimento global.

No Brasil, a participação do álcool no mercado de combutíveis deverá chegar a 75% até 2020, pelos cálculos do presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli.

Fonte: Informe semanal EXAME 05/06/09

Gabrielli: etanol reduzirá mercado de gasolina a 17% até 2020

02 de Junho de 2009 | 20:07 – Por Roberto Samora
 
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SÃO PAULO (Reuters) – O mercado de gasolina para veículos leves no Brasil encolherá para 17 por cento até 2020, ante pouco menos de 50 por cento do total registrado atualmente, com o avanço do etanol decorrente do crescimento esperado da frota de carros “flex fuel” no país, previu nesta terça-feira o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Ao mesmo tempo, o etanol utilizado nos veículos flexíveis (hidratado) atingirá 75 por cento do mercado total de combustíveis até 2020, enquanto o diesel responderá por 7 por cento das vendas e o álcool anidro, por apenas 1 por cento, de acordo com dados apresentados durante palestra no Ethanol Summit.

santa-cruz-anuncio-cronica-etanol“O etanol no Brasil cresce por decisão do consumidor, a existência do carro flex fuel mudou o panorama… Os postos de gasolina deveriam ser chamados de postos de etanol”, declarou Gabrielli.

Segundo o presidente da Petrobras, o crescimento da frota “flex fuel” –atualmente, cerca de 90 por cento dos carros novos são flexíveis– só é e será possível porque o Brasil é um país “único” em termos de disponibilidade do biocombustível.

Em função dessa característica do mercado brasileiro de combustíveis, e também da ampla infraestrutura que o Brasil tem para distribuir o etanol, Gabrielli afirmou que “dificilmente teremos no mercado global o que teremos no Brasil”.

Mesmo assim, ele avalia que o uso de etanol no mercado mundial crescerá de 5 a 15 por cento nos próximos dez anos.

“Estamos prevendo um aumento de dez vezes no fluxo de comércio mundial (de etanol). Isso vai modificar a posição do Brasil e dos países do Sudeste Asiático (como fornecedores)”, acrescentou.

MENOS GASOLINA

etanol2Já o encolhimento esperado para o mercado de gasolina no país, segundo Gabrielli, levará a companhia a optar por não produzir o produto nas cinco novas refinarias que construirá na próxima década.

“Vamos construir cinco novas refinarias até 2017… as cinco novas refinarias serão otimizadas não para produzir gasolina, mas outros produtos. Mas vamos continuar produzindo gasolina nas outras refinarias”, disse a jornalistas após a palestra.

Questionado se uma menor parcela de mercado para a gasolina interferiria nos planos da Petrobras para o pré-sal, ele afirmou que, com os novos campos abaixo da camada de sal, a estatal prevê aumentar a produção em 1,8 milhão de barris/dia. Mas ponderou que esse aumento no volume seria pequeno relativamente ao crescimento da demanda internacional por petróleo, indicando que o excedente será exportado.

“Além do aumento da produção de petróleo e gás, as novas refinarias aumentarão a capacidade de refino do Brasil dos atuais 1,9 milhão para 3,2 milhões de barris/dia. Isso significa que vamos processar uma quantidade maior do nosso petróleo, só que não serão refinarias que vão produzir tanta gasolina, vão produzir óleo diesel, querosene para aviação, GLP e outros produtos.”

A Petrobras prevê aumentar sua produção total, até 2020, dos atuais 2,4 milhões de barris para 5,7 milhões de barris diários, em média, com a maior parte do aumento vindo do pré-sal.

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http://portalexame.abril.com.br/agencias/reuters/reuters-negocios/detail/gabrielli-etanol-reduzira-mercado-gasolina-17-2020-411338.shtml

Campo de Tupi pode emitir até 3,3 bilhões de t de CO2

O campo de Tupi, descoberto na camada de pré-sal da Bacia de Santos, pode emitir até 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, segundo cálculo feito por especialistas a pedido do jornal O Estado de S. Paulo. Mas, segundo estudo publicado neste mês na revista Nature, se o mundo quiser manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2°C, não poderá queimar mais do que um quarto das reservas já disponíveis de combustíveis fósseis (óleo, carvão e gás) até 2050. Esse é o limite de aquecimento global considerado minimamente “seguro” pela comunidade científica.

“Temos petróleo demais, muito além do que podemos nos dar ao luxo de queimar”, disse o autor principal do estudo, o alemão Malte Meinshausen, do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impactos Climáticos. Os resultados adicionam outro grau de urgência à necessidade de substituir o uso de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia, que não acrescentam carbono à atmosfera – tal como solar, eólica e biocombustíveis. Nesse cenário de temperatura elevada e carbono em excesso, o entusiasmo com as descobertas de petróleo no pré-sal parece ir na contramão dos esforços nacional e internacional de combate ao aquecimento global.

As reservas do campo de Tupi são estimados pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo. Se todo esse óleo for recuperado, transformado em combustível e queimado, isso resultará na emissão de, pelo menos, 2,1 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. Porém, os especialistas consultados foram unânimes em dizer que, apesar da preocupação climática, o País não pode abrir mão do petróleo do pré-sal.

Essa emissão equivale, aproximadamente, ao que o Brasil emite hoje em um ano – incluindo as emissões do setor energético, de transportes, do desmatamento da Amazônia. No caso dos 8 bilhões de barris, esse volume aumentaria para 3,3 bilhões de toneladas de CO2. Pelos números do inventário atual (de 1994), o Brasil emite por ano cerca de 1,5 bilhão de toneladas de CO2. As contas foram feitas pelos especialistas Roberto Schaeffer, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio (UFRJ), e Luiz Alberto Horta Nogueira, professor do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá. Procurada, a Petrobras não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/25052009/25/manchetes-campo-tupi-emitir-ate-3.html